Porque as mulheres grávidas não devem beber de garrafas plásticas

Porque as mulheres grávidas nunca devem beber de garrafas plásticas – esta contém químicos que podem tornar o seu bebé obeso

Segundo um novo estudo, as mulheres grávidas que bebem por garrafas de plástico são mais propensas a ter filhos obesos.

Os cientistas descobriram que o químico bisfenol A (BPA), um disruptor hormonal, está ligado a um risco aumentado de uma criança vir a padecer de obesidade.

Quando a criança é exposta ao BPA, torna-se menos sensível a um hormônio responsável pelo controle do apetite.

Especialistas admitem que não estão surpresos com os resultados, e alertam para a necessidade de estarmos atentos aos fatores ambientais que podem levar a uma maior susceptibilidade da obesidade.

BPA é um produto químico encontrado numa vasta variedade de recipientes de alimentos, incluindo garrafas de plástico de policarbonato e revestimentos de outos recepientes.

Este produto químico pode interferir com o sistema endócrino (glândulas que produzem várias hormonas) imitando o estrogénio. O estrogénio é como se sabe, uma das principais hormonas sexuais encontradas nas mulheres.

A exposição ao BPA é quase universal

Pesquisas indicam que a exposição ao BPA é quase universal. Mais de 90 por cento das pessoas testadas em estudos populacionais tinham níveis detectáveis ​​de BPA na sua urina.

O estudo foi conduzido pela Sociedade Endócrina com sede em Washington DC. Este estudo utilizou crias de ratos na experiência. Os pesquisadores descobriram que os ratos nascidos de mães expostas ao BPA foram menos sensíveis ao hormônio leptina. Este hormônio (ou hormona, no léxico português)  é por vezes designado de “hormona da saciedade”.

A leptina ajuda a inibir o apetite, reduzindo a fome quando o corpo não precisa de energia. A hormona envia sinais para a região do hipotálamo (no cérebro) para suprimir o apetite.

As descobertas mostram que o bisfenol A pode promover a obesidade em ratinhos, alterando os circuitos hipotalâmicos no cérebro que regulam o comportamento alimentar e o balanço energético. Esta é a convicção de Alfonso Abizaid, do Departamento de Neurociências da Universidade Carleton, em Ottawa, no Canadá.

A exposição de baixo nível (pré-natal) a BPA atrasa um pico de leptina após o nascimento que permite aos ratos desenvolver a resposta adequada à hormona. A exposição ao BPA altera permanentemente a neurobiologia nos ratos afetados, tornando-os propensos à obesidade quando adultos.

Para examinar como o BPA pode potenciar o desenvolvimento da obesidade, os pesquisadores alimentaram ratinhas grávidas com BPA nos seus alimentos.

Ratos recém-nascidos exibem tipicamente um aumento de leptina quando têm oito dias de idade.  A leptina  programa uma parte do cérebro para responder a sinais de plenitude.

Experiências feitas com animais sustentam os estudos que foram feitos

O estudo descobriu que os animais expostos a BPA experimentaram este pico dois dias mais tarde

“Este estudo melhora a nossa compreensão de como BPA pode interromper o sistema endócrino de uma forma que aumenta o risco de obesidade em animais”, disse Abizaid.

“O BPA também tem sido associada à obesidade em seres humanos. Sendo isto certo, as pessoas precisam estar cientes de que os fatores ambientais podem levar a uma maior susceptibilidade à obesidade e doenças cardio-metabólicas.

Um relatório divulgado em outubro de 2016 afirma que as garrafas de plástico contêm substâncias químicas que perturbam as hormonas. E que podem causar cancro, diabetes, TDAH e autismo.

No entanto, podemos encontra-los em milhares de produtos do dia-a-dia, que vão desde plástico e recipientes de alimentos metálicos, detergentes, brinquedos e cosméticos.

A doença mais comum devido a substâncias químicas perturbadoras do sistema endócrino, é de origem neurológica; défice de atenção, autismo e perda de QI.

fonte: Daily Mail

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