Gravidez não aumenta risco de reaparecimento do cancro da mama, revela estudo

Gravidez não aumenta risco de reaparecimento do cancro da mama, revela estudo

Estudo desmente que a gravidez aumenta risco de reaparecimento do cancro da mama

Ficar grávida depois de vencer o cancro de mama não aumenta a probabilidade de reaparecimento da doença, de acordo com um estudo realizado por uma equipa internacional de pesquisadores que também sugerem que a amamentação é viável mesmo após a cirurgia.

Este estudo foi apresentado na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que contou com a presença de mais de 30.000 especialistas de todo o mundo.

Realizado com 1.207 pacientes é a maior investigação sobre a segurança da gravidez após o cancro de mama, o mais comum em mulheres ocidentais em idade reprodutiva. Em Espanha, é responsável por quase 30% de todos os tumores do sexo feminino.

Segundo Matteo Lambertini, médico oncologista e membro da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO na sigla em Inglês) no Institut Jules Bordet, em Bruxelas (Bélgica) “confirma-se que a gravidez após cancro da mama não deve ser desencorajada, mesmo para as mulheres com ER-positivo”.

No entanto, antes de decidir quanto tempo esperar antes de ficar grávida, pacientes e médicos devem considerar o risco pessoal de cada mulher para a recaída, especialmente para aqueles que precisam de tratamento antes da cirurgia.

Entre os participantes do estudo, 333 estavam grávidas e 874 não; o tempo médio desde o diagnóstico até a concepção foi de 2,4 anos.

Depois de cerca de 10 anos de estudos, os pesquisadores concluíram que não houve diferença no reaparecimento da doença entre as mulheres que ficaram grávidas e aquelas que não estavam, independentemente do estado do tumor.

Neste sentido os investigadores pensam que é até possível que a gravidez possa ser um fator protetor para pacientes com cancro ER-negativos da mama, seja através de mecanismos do sistema imunológico ou mecanismos hormonais.

Carina Vieira