Os tempos fantásticos da República Portuguesa

Primeiro foi um incêndio que matou mais de 60 pessoas. Não sendo o governo portugês responsável pelos incêndios, já quanto ao tal sistema de comunicações (SIRESP) não ter funcionado, estou em crer que será responsável. E o sistema não funcionou.

O que se sabe ao certo é que o Estado (leia-se, os contribuintes), pagam meio milhão de euros por ano, por um sistema que não funciona quando é preciso. Tudo dito.

Pelo meio, surgem outros factos não menos interessantes; primeiro, a Polícia Judiciária logo no início do incêndio, de acordo com as notícias veiculadas, descobriu o raio e a árvore responsáveis pelo desastre.

Uma coisa nunca vista! Num incêndio que consumiu cerca de 50 mil hectares, a PJ descobriu a árvore responsável. Mas afinal  o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) afirma agora que não houve nem raios nem trovoada, e com um pouco de sorte alguém virá também afirmar que nem havia árvores.

O episódio seguinte e que está diretamente relacionado com o assunto do parágrafo anterior, é agora assistirmos a ver cada uma das repartições do Estado a “sacudir a água” e contradizer o vizinho.

É cómico, mas não é grave. Grave mesmo é sabermos que quem quiser pode roubar material de guerra ao exército português, que aparentemente os militares andam a jogar à sueca (guardar os paióis é que não consta). Por onde pára todo o material furtado, ninguém sabe. Talvez fosse altura de chamar a PJ que se foi capaz de encontrar uma árvore e o respectivo raio responsável pelo incêndio de Pedrógão Grande, certamente com mais facilidade encontrará lança-granadas e outras tipo de armamento do género. Furtado ao exército português, para que fique claro.

No caso de não se saber exatamente o que está em falta, podem sempre ligar para o jornal espanhol “El Español” que eles cedem a lista de todo o material furtado e, publicaram hoje, aparentemente sabem quem o tem.

luís lemos