Qual a diferença entre “à vontade” e “à-vontade”?

Qual a diferença entre “à vontade” e “à-vontade”?

O que significa a expressão “à vontade” e “à-vontade”? qual a diferença entre as duas e exemplos de sua utilização…

Qualquer uma das duas expressões tem o mesmo significado (estado de quem se sente confortável, sem qualquer constrangimento ou embaraço).

A grande diferença é a seguinte:

– A expressão (ou locução) “à vontade” resulta da contracção da preposição “a” mais o artigo definido “a” (o que origina a contracção “à”)  e do substantivo FEMININO “vontade”. Exemplo: “o Barcelona ganhou à vontade”

Já o termo “à-vontade”, é um substantivo MASCULINO. Exemplo: “falou ao público com UM grande à-vontade”.

Vem isto a propósito de uma notícia publicada num jornal ou revista portuguesa, em que a jornalista Sandra Felgueiras afirmou: “Pedro Dias é uma pessoa que cria à-vontade, que cria conforto”.

Esta notícia, da qual desconhecemos a origem, foi depois veiculada pelo site Inimigo Público, sem indicação da fonte, pelo que, como dissemos, não sabemos onde foi originalmente publicada.

No entanto é de certa forma a inesperada observação da jornalista que causa algum espanto ou surpresa, para dizer o mínimo.

Se nos recordarmos que Pedro Dias é suspeito de ter assassinado e disparado sobre elementos das forças de segurança, por vingança pessoal, e sobre civis, porque apenas lhe queria roubar a viatura, então, que nos desculpem a ironia, mas percebe-se logo que esse Pedro Dias é mesmo uma pessoa que cria conforto e à-vontade à sua volta.

Razão que levou de resto, o referido site humorista a escrever que Sandra Felgueiras já meteu os papeis para ser adoptada por Pedro Dias.

sandra_f

Já agora, a talho de foice, e partindo do princípio (aliás com assento constitucional, artigo 32, nº 2 da CRP) de que até ao trânsito em julgado da sentença de condenação o tal Pedro é considerado inocente, sempre surge alguma reflexão a propósito deste caso que é a seguinte: o tal sujeito que alegadamente matou um e disparou sobre outros elementos das forças de segurança e civis, está com sorte por viver em Portugal e ser julgado em Portugal, onde matar um polícia ou um qualquer elemento de uma força de segurança, tanto faz como tanto fez.

Tivesse o tal Pedro praticado estes alegados crimes em alguns países que conheço, e não teria um futuro tão risonho e tão à-vontade, como certamente irá ter em Portugal.