Uma traição pela segunda vez deve ser perdoada?

Uma traição pela segunda vez deve ser perdoada?

Uma segunda traição deve ter perdão, ser perdoada? Uma traição pela segunda vez deve ser perdoada, esquecida? Leia aqui a opinião da nossa colaboradora…

traição pela segunda vez

Traição pela segunda vez deve ser perdoada?

O tema da traição é um dos mais sensíveis no que aos casais diz respeito, já que por via de regra envolve muita dor e sofrimento. Repare que neste caso, ou melhor, no caso deste artigo, estamos a falar de uma segunda vez.

Diz-se que “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”, isso pode ser verdade, mas uma análise mais profunda e ponderada leva-nos à conclusão que poderá não ser sempre assim.

Efectivamente existe uma diferença abissal entre uma primeira vez e uma segunda; a razão é que qualquer um de nós pode até inadvertidamente, ou por outros motivos, como aventura ou por ter bebido demais, fazer asneira. Pode acontecer uma vez, mas duas, estabelece uma tendência! E é aqui que está o busílis da questão.

Recuperamos aqui um texto sobre este assunto que a nossa colaboradora Marlene Carvalho escreveu há alguns anos sobre este assunto:

Há quem acredite que quem trai uma vez não trai necessariamente uma segunda, no entanto, quem trai duas vezes pode trair três, quatro ou cinco. 

Cometer um erro acontece a qualquer um. Existem vários motivos que levam uma pessoa a trair e a maior parte deles são irracionais, daí que é natural que se perdoe esta “falha”, mas depois de se ser perdoado o que nos leva a trair uma segunda vez? Talvez a certeza de que iremos ser perdoados uma segunda vez… mas será que merece?
 
Só você pode decidir se esta pessoa merece uma terceira oportunidade, além de que, só você poderá decidir se vai confiar pela segunda vez quando ele lhe disser “que não volta a acontecer”. 

Não se esqueça que depois de ser traída duas vezes é complicado manter a confiança e respeito e que a falta de ambos esgota qualquer relação. 

Reflicta se vale a pena a tolerância e o perdão se no fundo vai viver numa inquietação e estado permanente de desconfiança. Reflicta, acima de tudo, se será mais feliz sozinha, a longo prazo, ou com alguém que não lhe dá qualquer segurança.

Marlene Carvalho
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